Senna, 32 anos depois, segue vivo. É eterno. Saiba o que se passou naquele fim de semana trágico. Eu estava lá!
Sim, eu estava lá, no circuito de Ímola, na Itália, no dia 1º de maio de 1994, como repórter do Estadão. Relato nessa minissérie, sem esconder minhas emoções, tudo o que vivi naqueles três dias terríveis: a humanidade perdeu Ayrton Senna e o austríaco Roland Ratzenberger. É um minilivro, considero um documento histórico, com detalhes sem precedentes. Vale a pena conferir.
MINHAS HISTÓRIAS
Olá amigos.
É sempre assim, já há 32 anos. Dia 1º de maio milhões de fãs de Ayrton Senna, no mundo todo, interrompem por um instante sua rotina diária e, quase sem querer, se surpreendem pensando nos tristes acontecimentos daquele dia em 1994 no Circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, Itália.
Muita coisa está ainda bem viva em suas memórias. “É impossível esquecer, sou capaz de precisar exatamente o que fazia naquele momento”, já ouvi de muita gente. Mais: até mesmo representantes das duas gerações que nasceram depois 1º de maio de 1994 também se sensibilizam com a data. A obra de Senna é eterna, poliglota e, por isso, não tem fronteiras.
A sua Williams-Renault inesperadamente seguiu reto na curva Tamburello, na sétima volta do GP de San Marino, e às 14h17 colidiu no muro de concreto da área externa, gerando lesões que ocasionariam uma tragédia no esporte: a morte de um dos maiores pilotos de todos os tempos.
Houve uma comoção mundial. Senna tinha um talento único, era supercarismático, com fãs, como piloto e homem, no Brasil, restante da América, mais Europa, Ásia, África e Oceania. Passava uma ideia de quase imortalidade.
Eu estava lá em Ímola. Sinto-me um escolhido. Era correspondente do Estadão na Fórmula 1, atividade que viria a exercer até o fim de 2013, por longos e marcantes 20 anos.
Em 2024, a direção do GloboEsporte.com, para quem trabalhei na Fórmula 1 de 2014 a 2020, me solicitou para narrar toda experiência vivida naquele período das perdas de Senna e, um dia antes, do piloto austríaco Roland Ratzenbeger, da equipe Simtek, em decorrência de um grave acidente na curva Villeneuve.
Parti da base de um material produzido em 2014, para o UOL, e redigi para o GloboEsporte.com uma série em 12 capítulos que gerou milhões de page views.
Começo mostrando o contexto da Fórmula 1 naquela temporada, com a mudança radical dos regulamentos técnico e esportivo, responsável em parte pelos acidentes fatias naquela corrida dramática. É importante compreender o que se passava e havia gerado críticas severas dos pilotos. “A Fórmula 1 ficou mais perigosa”, afirmou, por exemplo, Gerhard Berger, da Ferrari.
A seguir entro a fundo em tudo que vivi de perto no fim de semana mais tenebroso da história da Fórmula 1, no autódromo, no Hospital Maggiore, em Bolonha, onde levaram Senna, em frente ao Instituto Médico Legal, e durante as megadesgastantes 11 horas de voo, de Paris a São Paulo, ao lado do caixão de Senna, junto de amigos jornalistas, como Galvão Bueno e Reginaldo Leme, da TV Globo. Dá para imaginar o sentimento que reinava em cada um nós naquelas intermináveis horas?
A série é um minilivro, amigos. Leitura longa, como de hábito nas minhas produções. Se gosta do tema “Ayrton Senna”, ou simplesmente tem interesse no que o cerca, recomendo vencer a resistência para a extensa escrita.
Os 12 capítulos representam um documento histórico dos nefastos acontecimentos daquele GP único, responsável por mudar, substancialmente, os conceitos de segurança não apenas da Fórmula 1, mas do automobilismo, de modo geral, tendo já salvado dezenas de vidas, nas mais distintas competições.
Em resumo: as mortes de Senna e Ratzenberger não foram em vão.
Boa leitura. Se desejar algum esclarecimento extra, escreva e, se souber, procuro responder. Abraços.
Olho e texto de abertura
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
